Com o par de ingressos na mão e um pouco de pressa, não quis esperar o elevador. Fui até a escada rolante e me deparei com um palhaço. Isso mesmo, um homem vestido de palhaço. Ele subia a escada que descia, até o momento em que pisei no primeiro degrau.
– Oi! Comprou ingresso? Vai assistir o que?
Eu, até que sorridente, respondi:
Meu amigo Charlie Brown, o musical.
– Ah, ele era um cara bacana esse Charlie Brown. Será que ainda é?
– …Bom, eu gostava dele. Ele não pode ter mudado tanto. Eu cresci, mas ele deve ser o mesmo.
– Não, as coisas mudam. Tudo muda o tempo todo no mundo, já dizia o poeta.
Deixei o palhaço com um sorriso. Ele resumiu minha vida recente em uma conversa de 15 segundos.
O ser humano é mesmo um bicho estranho. De vez em quando, por mil e um motivos, esquece as coisas muito boas de se fazer na vida. As gotas geladas da chuva no rosto, cantar marchinha de carnaval, caminhar na rua que você mais gosta, sorrir com o coração e se entregar.
É uma lembrança cafona, mas quando eu era menina, Mariah Carey lançou um CD chamado Rainbow (no tempo que ela ainda não era tão cheia de marra e cocota de rapper). Uma música dizia que depois de toda tempestade, vem o arco-íris.
E foi nos olhos de quem me ama de verdade que eu comecei a enxergar esse arco-íris, cheio de cores vibrantes.
Mas como eu não ouço mais Mariah, fiquem com boa música:

Copenhague passou, e a gente ficou. Uma roda de Fusca na lama: girou, girou, fez barulho, cheirou a pneu queimado, e nada.

O ano de 2009 já terminou. Será que a gente fez alguma coisa pra mudar o mundo em que vivemos? Será que o meu e o seu esforço foram suficientes para correr atrás de um prejuízo que às vezes nem foi a nossa geração que causou e que vai ser muito, muito pior para nossos filhos?

Em sua grande maioria, a humanidade permanece estagnada ou ignorante à urgência de resgatar um planeta que pede socorro. Que tipo de explicação lúdica ou de disseminação de informação nossa raça precisa para entender o que os mais simples seres vivos fazem sem pestanejar? Respeitar e preservar o meio ambiente é o mínimo: o desenvolvimento e progresso saudáveis são consequências dessas práticas. Se nem cuidar de nossos povos conseguimos, que dirá isso. Assim não vai dar.

Façam suas apostas. A minha é de um futuro consciente e justo. Porque eu ainda sonho.

© Greenpeace / Russel Monk

© Greenpeace / Russel Monk

 

Eu não poderia imaginar que algo tão forte existisse. Eu olhava para fora do balanço do barquinho e tudo que conseguia ver era água. Eu apertava a vista e enxugava o rosto, a floresta amazônica aparecia, imperial. Igapós, árvores alagadas, copas inteiras emergiam de um rio que era mar. Quilômetros e quilômetros de uma margem à outra e a chuva caía, firme, forte, violenta, criando ondas e mostrando para meus poucos 23 anos o tamanho e a força que a natureza tem.

Foram os primeiros segundos de frio que passei nessa terra. Manaus é uma cidade de muitas disparidades e poucos momentos de refrescância. Misto de sabedoria milenar e o caos do século XXI, cheia de mazelas acopladas.

Deitei na rede e dormi profundamente. O fim de tarde foi ameno e eu quase já me acostumei com as picadas de mosquito, variadas e quase sempre doloridas.

É engraçado como às vezes um tema te abraça e te envolve de uma forma que não há explicação. Desde junho tenho acompanhado a expedição do navio do Greenpeace Arctic Sunrise ao Ártico, por questões profissionais mas também com um prazer pessoal gigantesco. Eu não sabia, mas essa gélida região desperta em mim uma curiosidade sem fim. E, como que por mágica, livros e filmes relacionados foram aflorando espontaneamente, me proporcionando muita informação e várias noites em claro.
Comecei a descoberta com “No país das sombras longas”, livro escrito por Hans Ruesch, um hábil novelista suíço que foi também piloto de carros de corrida e militante contra testes em animais. Embora nunca tenha visto um esquimó em toda a vida, suas pesquisas antropológicas permitiram o desenvolvimento de uma obra convidativa e viciante. Um livro de tirar o fôlego, que deu origem ao filme “Sangue sobre a neve” (The Savage Innocents) de 1960, dirigido por Nicholas Ray e estrelado por Anthony Quinn.
Em seguida, ganhei de aniversário o livro “Vanishing World – The Endangered Arctic”, belíssima seleção de fotos, fruto de cinco anos de pesquisas na região. Lançado em 2007, no Ano Polar Internacional, o pesado livro é uma belíssima homenagem à vida selvagem local, que hoje está claramente ameaçada pelo aquecimento global e suas consequências.
E, por falar em vida selvagem, o filme “Na natureza selvagem” (Into the wild), vai na mesma linha. A direção e o roteiro de Sean Penn, aliados à trilha sonora de Eddie Vedder, dão vida à história do jovem que larga tudo para ir ao encontro da natureza no Alaska. Baseada em uma história real (que são, para mim, as melhores), a trama nos faz refletir e digerir uma série de questões que vão desde o convívio familiar até a relação do homem como o organismo chamado Planeta Terra. Isso sem contar a fotografia belíssima, que leva aos arrepios até os menos entendidos no assunto.
E, se você ficou curioso, aproveite para dar uma olhada nas galerias da expedição do Greenpeace ao Ártico:
Mas não se esqueça que tudo isso pode não ser visto pelos nossos filhos e netos. O aquecimento global já está modificando a região e nós ainda podemos fazer algo. A hora é agora. Mude seus hábitos, polua menos e cobre do seus governantes compromissos efetivos de redução de emissões.

É engraçado como às vezes um tema nos envolve. Desde junho tenho acompanhado a expedição do navio do Greenpeace (Arctic Sunrise) ao Ártico por questões profissionais mas, ao mesmo tempo, com um prazer pessoal gigantesco. Eu não sabia, mas essa gélida região desperta em mim uma curiosidade enorme. E, como que por mágica, livros e filmes relacionados foram aflorando espontaneamente, me proporcionando muita informação e várias noites em claro.

Nick Cobbing/Greenpeace

©Nick Cobbing/Greenpeace

Texto. Comecei a descoberta com No país das sombras longas, livro escrito por Hans Ruesch, um hábil novelista suíço que foi também piloto de carros de corrida e militante contra testes em animais. Embora nunca tenha visto um único esquimó em toda a vida, suas pesquisas antropológicas permitiram o desenvolvimento de uma obra convidativa e viciante. Um livro de tirar o fôlego, que deu origem ao filme Sangue sobre a neve (The Savage Innocents) de 1960, dirigido por Nicholas Ray e estrelado por Anthony Quinn.

Foto. Em seguida, ganhei de aniversário o livro Vanishing World – The Endangered Arctic, belíssima seleção de fotos, fruto de cinco anos de pesquisas na região do Ártico. Lançado em 2007, no Ano Polar Internacional, o pesado livro é uma homenagem à vida selvagem local, que hoje está claramente ameaçada pelo aquecimento global e suas consequências.

Vídeo. E por falar em vida selvagem, o filme Na natureza selvagem (Into the wild), vai na mesma linha. A direção e o roteiro de Sean Penn, aliados à trilha sonora de Eddie Vedder, dão vida à história do jovem que larga tudo para ir ao encontro da natureza no Alaska. Baseada em uma história real, a trama nos faz refletir e digerir uma série de questões que vão desde o convívio familiar até a relação do homem como o organismo chamado Planeta Terra. Isso sem contar a fotografia belíssima, que leva aos arrepios até os menos entendidos no assunto. Veja o trailler:

E, se você ficou curioso com toda essa história, aproveite para dar uma olhada nas galerias da expedição do Greenpeace ao Ártico:

©Nick Cobbing - Greenpeace

©Nick Cobbing - Greenpeace

Mas não se esqueça que tudo isso pode não ser visto pelos nossos filhos e netos. O aquecimento global já está modificando a região e nós ainda podemos fazer algo. A hora é agora. Mude seus hábitos, polua menos e cobre do seus governantes compromissos efetivos de redução de emissões.

Tem coisas na vida que não dá pra explicar. Ser ativista é uma delas.
As sensações que correm pelo nosso corpo durante um protesto por algo que você realmente acredita, a adrenalina pulsando, tudo é muito indescritível. Seja carregando uma simples faixa ou acorrentando-se em algum lugar, não importa: a carga emotiva é a mesma e a intenção também.
Nesse momento, mais de cem ativistas – dentre eles dois brasileiros – ocupam cinco usinas de carvão na Itália. O protesto, que já dura mais de 35 horas, pretende chamar a atenção dos líderes do G8 reunidos em L’áquila, para a urgência das mudanças climáticas. Fico imaginando a satisfação dessas cem pessoas e como deve estar complicado permanecer nesse teste  de nervos e de resistência. Meus mais sinceros parabéns a todos eles que, de forma não-violenta, chamam a atenção de nossos governantes.
Você pode acompanhar postagens dos ativistas que estão a mais de 250 metros de altura no blog Making Waves, e também participar da movimentação do Twitter. O objetivo é informar o maior número de pessoas sobre as atividades e sobre o aquecimento global. Coloque o tópico #climateaction no seu Twitter e espalhe essa ação globalmente!
Confira algumas imagens do protesto no vídeo abaixo:

Tem coisas na vida que não dá pra explicar. Ser ativista é uma delas.

As sensações que correm pelo nosso corpo durante um protesto por algo que realmente acreditamos, a adrenalina pulsando, tudo é muito indescritível. Seja carregando uma simples faixa ou acorrentando-se em algum lugar, não importa: a carga emotiva é a mesma e a intenção também.

Nesse momento, mais de cem ativistas – dentre eles dois brasileiros – ocupam cinco usinas de carvão na Itália. O protesto, que já dura mais de 40 horas, pretende chamar a atenção dos líderes do G8 reunidos em L’áquila, para a urgência das mudanças climáticas. Fico imaginando a satisfação dessas cem pessoas e como deve estar complicado permanecer nesse teste  de nervos e de resistência. Meus mais sinceros parabéns a todos eles que, de forma não-violenta, chamam a atenção de nossos governantes.

Você pode acompanhar postagens dos ativistas que estão a mais de 250 metros de altura no blog Making Waves, e também participar da movimentação do Twitter. O objetivo é informar o maior número de pessoas sobre as atividades e sobre o aquecimento global. Coloque o tópico #climateaction no seu Twitter e espalhe essa ação globalmente!

Dá uma olhada nas imagens do protesto:

Thriller. Esse blog também é pop, porque eu (reconheço) cresci embalada pelo pop. E hoje, não foi um dia feliz para esse império: a morte de Michael Jackson foi um divisor de águas da música no século XX. Foi também o expoente mais elevado da valorização da imagem e da usurpação que isso pode trazer. Deglutido pela mídia desde a infância, Michael foi e ainda será explorado até a sua última gota. Virou uma imagem, uma marca, uma batida, moonwalk.
Beat it. Não retiro aqui as possíveis faltas cometidas pelo cara e nem é minha intenção exalta-lo (já estão fazendo isso por mim em algum lugar). Mas fica em mim a vontade de dizer que sim, cantei suas músicas com sentimento. Sim, eu dancei e muito, tentando em vão reproduzir seus passinhos. Vai ser legal contar para os meus filhos que tinha um cara que dançava estranho, era negro e virou branco e quando suas músicas tocavam no rádio, todo mundo cantarolava. No mundo todo.
Vai em paz, moço.
Curtam Ben, minha favorita (tá, eu não tinha nascido ainda quando foi lançada, mas e daí?).

Thriller. Esse blog também é pop, porque eu (reconheço) cresci embalada pelo pop. E hoje, não foi um dia feliz para esse império: Michael Jackson foi um divisor de águas da música no século XX. Foi também o expoente mais elevado da valorização da imagem e da usurpação que isso pode trazer. Deglutido pela mídia desde a infância, Michael foi e ainda será explorado até a última gota. Virou uma imagem, uma marca, uma batida, moonwalk.

Beat it. Não retiro aqui as possíveis faltas cometidas pelo cara e nem é minha intenção exalta-lo (já estão fazendo isso por mim em algum lugar). Mas fica em mim a vontade de dizer que sim, cantei suas músicas com sentimento. Sim, eu dancei e muito, tentando em vão reproduzir seus passinhos. Vai ser legal contar para os meus filhos que tinha um cara que dançava estranho, era negro e virou branco e quando suas músicas tocavam no rádio todo mundo cantarolava. No mundo todo.

Vai em paz, moço.

Curtam Ben, minha favorita (tá, eu não tinha nascido ainda quando foi lançada, mas e daí?).

Hibernando. Aproveitei o feriadão para dormir e passar um frio. Fui até a vila de Paranapiacaba – aqui pertinho, em Santo André. A impressão que se tem, ao pegar o ônibus intermunicipal que leva até lá é que estamos viajando no tempo. Uma cidade do século XIX nos espera, com pessoas atenciosas e de grande hospitalidade – apesar da infra-estrutura bem básica.
Fica a dica. Recomendo o passeio, em especial se você tiver um bom cobertor de orelha ou pequenos que gostem de uma aventura. Mas por favor, se agasalhe – minha sensação térmica era congelante, principalmente devido à umidade. O lugar tem um bom suporte de informações turísticas, que inclui  orientação sobre as trilhas na Serra do Mar.
Click. Continuei meus treinos de fotografia nesse lugar cinematográfico. Confira mais no meu novo Flickr.

Hibernando. Aproveitei o feriadão para dormir e passar um frio. Fui até a vila de Paranapiacaba – aqui pertinho, em Santo André. A impressão que se tem, ao pegar o ônibus intermunicipal que leva até lá, é que estamos viajando no tempo. Uma cidade do século XIX nos espera, com pessoas atenciosas e de grande hospitalidade – apesar da infra-estrutura bem básica.

Fica a dica. Recomendo o passeio, em especial se você tiver um bom cobertor de orelha ou pequenos que gostem de uma aventura. Mas por favor, se agasalhe – minha sensação térmica era congelante, principalmente devido à umidade. O lugar tem um bom suporte de informações turísticas, que inclui  orientação sobre as trilhas na Serra do Mar.

Click. Continuei meus treinos de fotografia nesse lugar cinematográfico. Confira mais no meu novo Flickr.

 

P6120044

Hoje, você que entrou no meu blog não vai encontrar muita coisa. Só um pedido.

Amanhã, dia 10 de junho, é o último dia para que possamos protestar contra uma medida insana, descabida e que certamente será a sentença de morte da Amazônia: a MP 458. Com ela, serão legalizadas terras ocupadas ilegalmente, favorecendo grileiros e todos os que vivem da destruição do que é nosso. Não se cale. Ligue para o gabinete do Presidente, mande um e-mail, seja ouvido. Não deixe que poucos destruam o que pertence a todos.

Telefone do Gabinete do Lula: (61) 3411.1200 ou (61) 3411.1201

Ou envie um e-mail a partir do link: https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php

Para saber mais acesse: www.greenblog.org.br

Lá. A Suprema Corte do Estado da Califórnia voltou atrás na decisão que consentia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e hoje resolveu proibir tudo de novo. O referendo Proposition 8, movido por mórmons e pelos Knights of Columbus torna ilegal futuros casamentos, mas não invalida as uniões realizadas até novembro de 2008 (quase 18.000) .
Aqui. Uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo divulgada durante o 6º Seminário Nacional pela Cidadania LGBT, na Câmara dos Deputados, revelou que quase metade dos brasileiros (45%) assume que tem preconceito médio ou alto contra gays, lésbicas, travestis ou transexuais. Desses, 25% se consideram homofóbicos, ou seja, que odeiam ou não toleram homossexuais . Reflexo disso: nos últimos dez anos, 3 mil homossexuais foram assassinados no Brasil e 64% dos gays já sofreram algum tipo de violência.
Foi apresentado, durante o o seminário, em Brasília, o Plano Nacional LGBT, que sugere políticas públicas e ações efetivas como a criminalização da homofobia, a legalização da união estável e a regulamentação do nome social para transexuais. As coisas parecem melhorar lentamente por aqui. Quando comecei a acompanhar a causa, quase 10 anos atrás, políticas públicas para homossexuais no Brasil era algo quase mítico.
Em qualquer lugar. É difícil tentar compreender a luta por algo que é seu. É inaceitável ser tolhido dos direitos inalienáveis de um cidadão como andar na rua sem sofrer ameaças, namorar, casar, ter uma família e poder zelar por ela. Trazer essa discussão a um nível nacional é dever do Estado mas também de quem não quer mais sofrer em silêncio.  Mas, como diriam meus colegas, fica a dica: não adianta só ir à Avenida Paulista uma vez ao ano, desfilar na Parada Gay cheio de alegria e amor pra dar, seja você homossexual ou simpatizante da causa. O diferencial está na denúncia, no ativismo, na cobrança dia-a-dia. É saber dos seus direitos, manter contato com organizações, conhecer quem você elege e o que esses políticos podem fazer (e estão fazendo) para alavancar o tema. E, acima de tudo, lembrar da sua igualdade.
Bela citação no blog Bota Dentro a respeito da Proposition 8: “Vou usar uma frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vi na revista Época, para terminar a reflexão acerca desse triste episódio: “Porque, na hora de pagar imposto, ninguém quer saber se o sujeito é homossexual ou travesti. Na hora de votar, nunca vi um candidato chegar na fila e dizer: ‘Olha, eu não quero o seu voto”. O discurso do presidente mostra que tanto aqui, quanto nos Estados Unidos, os gays podem se juntar e viver amontoados, mas não poderão jamais ser classificados como união familiar. Assim não dá.”

Lá. A Suprema Corte do Estado da Califórnia voltou atrás na decisão que consentia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e hoje resolveu proibir tudo de novo. O referendo Proposition 8, movido por mórmons e pelos Knights of Columbus torna ilegal futuros casamentos, mas não invalida as uniões realizadas até novembro de 2008 (quase 18.000) .

Aqui. Uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo divulgada durante o 6º Seminário Nacional pela Cidadania LGBT, na Câmara dos Deputados, revelou que quase metade dos brasileiros (45%) assume que tem preconceito médio ou alto contra gays, lésbicas, travestis ou transexuais. Desses, 25% se consideram homofóbicos, ou seja, que odeiam ou não toleram homossexuais . Reflexo disso: nos últimos dez anos, 3 mil homossexuais foram assassinados no Brasil e 64% dos gays já sofreram algum tipo de violência.

Foi apresentado, durante o o seminário, em Brasília, o Plano Nacional LGBT, que sugere políticas públicas e ações efetivas como a criminalização da homofobia, a legalização da união estável e a regulamentação do nome social para transexuais. As coisas parecem melhorar lentamente por aqui. Quando comecei a acompanhar a causa, quase 10 anos atrás, políticas públicas para homossexuais no Brasil eram um tema quase mítico.

bandeira gay

Em qualquer lugar. É difícil tentar compreender a luta por algo que é seu. É inaceitável ser tolhido dos direitos inalienáveis de um cidadão como andar na rua sem sofrer ameaças, namorar, casar, ter uma família e poder zelar por ela. Trazer essa discussão a um nível nacional é dever do Estado mas também de quem não quer mais sofrer em silêncio.  Mas, como diriam meus colegas, fica a dica: não adianta só ir à Avenida Paulista uma vez ao ano, desfilar na Parada Gay cheio de alegria e amor pra dar, seja você homossexual ou simpatizante da causa. O diferencial está na denúncia, no ativismo, na cobrança dia-a-dia. É saber dos seus direitos, manter contato com organizações, conhecer quem você elege e o que esses políticos podem fazer (e estão fazendo) para alavancar o tema. E, acima de tudo, lembrar da sua igualdade.

Bela citação no blog Bota Dentro a respeito da Proposition 8: “Vou usar uma frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vi na revista Época, para terminar a reflexão acerca desse triste episódio: “Porque, na hora de pagar imposto, ninguém quer saber se o sujeito é homossexual ou travesti. Na hora de votar, nunca vi um candidato chegar na fila e dizer: ‘Olha, eu não quero o seu voto”. O discurso do presidente mostra que tanto aqui, quanto nos Estados Unidos, os gays podem se juntar e viver amontoados, mas não poderão jamais ser classificados como união familiar. Assim não dá.”

Diga não à Proposition 8 aqui.

Saiba mais sobre o movimento brasileiro Não Homofobia aqui.

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