Uma visão íntima. Delicioso poder fazer o primeiro post do meu blog sobre uma das coisas que mais amo nessa vida: a cidade de São Paulo. Seus becos, vielas, avenidas gigantes. A diversidade de cores, sabores, experiências, pessoas. Grafites, praças, periferia, a alta-sociedade. Berço de culturas, personalidades e raridades históricas.

Vocês vão dizer: até aí outras cidades também têm tudo isso. O que é que essa megalópole tem que outra não possa ter? Para mim, é algo parecido como um ritmo. Um barulho silencioso que toca freneticamente em cada quarteirão da avenida Paulista ao meio-dia, em cada pedalada à beira do lago no Ibirapuera, em cada vagão lotado do metrô que a gente se aperta pra caber. Está nas crianças que já crescem aceleradas, beirando os córregos atrás das pipas no Vila Bela, nos adolescentes desde sempre“alternativos” da rua Augusta, nos adultos que se engalfinham por sustento na Berrini. Algo parecido com esse vídeo aí embaixo, com roteiro e direção do Giovani Canan, feito com fotografias sequenciais e sonorizado com A cidade, do Chico Science.

 

Olhando assim, parece até que essa cidade é amada justamente porque desafia seus habitantes, nascidos aqui ou não. Tornam-se sobreviventes do concreto.

 

Serviço. Hoje, pouco depois do meio-dia, vi os trólebus que a Prefeitura disponibilizou para fazer aquele city tour básico. Achei a iniciativa bem legal – além do trólebus ser algo quase romântico, tem muita gente que mora aqui e nem sabe o que a cidade esconde. Mas pra quem perdeu, o metrô oferece uma opção bem interessante de city tour também.

 

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