LL62. Se as coisas continuarem como vão, em breve você e sua família desfrutarão de uma perigosa iguaria: o arroz transgênico. Pra quem não sabe (e muitos não devem saber) está para ser aprovado na CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) a variedade LL62 da Bayer CropScience. O objetivo modificação genética é promover a resistência ao glufosinato de amônio, um agrotóxico nada simpático, vendido também pela Bayer (interessante, não?).

Hoje, na reunião da CTNBio em Brasília, desenrolou-se mais um capítulo da novela que parece já conhecermos o final: foi convocada uma audiência pública para discussão da variedade, o que supõe a votação para liberá-la ou não poucos dias depois. Confira aqui com mais detalhes.

Entenda melhor. Assim como aconteceu com a soja e o milho, a população brasileira vai comer plantinhas que foram feitas em laboratório para serem “imortais” aos agrotóxicos. Está comprovado que, conforme o tempo passa, essas variedades precisam de mais e mais agrotóxicos: as ervas-daninhas e as pragas ficam mais resistentes safra após safra – mais ou menos como os antibióticos que às vezes não funcionam se você os toma sempre. Isso sem contar os efeitos que os resíduos de agrotóxicos podem trazer ao nosso organismo. Comer veneno não pode ser bom…

Rotulagem. Pior é saber que, se esse arroz for de fato aprovado comercialmente, os consumidores talvez nem saibam o que estão comendo. A Lei da Rotulagem está em vigor desde 2004, mas poucas empresas alimentícias a cumprem. Ela obriga que esse símbolo aí embaixo seja colocado em todo produto que contenha mais de 1% de matéria-prima geneticamente modificada.

Transgênico

Fazendo a sua parte. Exija os seus direitos como consumidor: ligue, pergunte, reclame se necessário. Você tem o direito de saber o que está comendo e optar por tudo isso. Consulte o Guia do Consumidor e saber quais produtos que você consome diariamente são transgênicos. E fique de olho aqui e no Outra Agricultura pra saber a quantas anda essa história.

Advertisements