© Greenpeace / Russel Monk

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Eu não poderia imaginar que algo tão forte existisse. Eu olhava para fora do balanço do barquinho e tudo que conseguia ver era água. Eu apertava a vista e enxugava o rosto, a floresta amazônica aparecia, imperial. Igapós, árvores alagadas, copas inteiras emergiam de um rio que era mar. Quilômetros e quilômetros de uma margem à outra e a chuva caía, firme, forte, violenta, criando ondas e mostrando para meus poucos 23 anos o tamanho e a força que a natureza tem.

Foram os primeiros segundos de frio que passei nessa terra. Manaus é uma cidade de muitas disparidades e poucos momentos de refrescância. Misto de sabedoria milenar e o caos do século XXI, cheia de mazelas acopladas.

Deitei na rede e dormi profundamente. O fim de tarde foi ameno e eu quase já me acostumei com as picadas de mosquito, variadas e quase sempre doloridas.

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